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Recordes de concessão de crédito para financiamento habitacional têm sido amplamente divulgados nos últimos meses. Enquanto que, há alguns anos, a casa própria era um sonho quase inatingível para muitas pessoas, hoje em dia, as formas de aquisição deste bem já se tornaram mais simples e popularizadas.
Além das diversificadas linhas de financiamento oferecidas em agências bancárias públicas e privadas, a desburocratização dos processos de aprovação de crédito é um atrativo que estimula a busca pelo serviço, já que basta comprovar renda e ter o nome limpo “na praça” que o comprador tem grandes possibilidades de conseguir o empréstimo.
O que muitas pessoas precisam saber é que a compra da casa própria pelo método de financiamento, por exemplo, é um investimento a médio e longo prazo, podendo chegar a 30 anos de amortização, que demanda muito planejamento e organização financeira, não só no período que antecede o contrato, como, principalmente, durante a quitação da dívida.
Orientações
O economista e professor da Unifev, Mário Stipp, explica que, aqueles que têm interesse em contratar uma dessas linhas de crédito para aquisição de um imóvel não podem comprometer mais que um terço da renda mensal com as parcelas. “Ele também precisa calcular outras despesas como alimentação e transporte. Tudo isso, somado às parcelas do financiamento, não pode ultrapassar um terço de sua renda já que devemos prever as possibilidades de algumas eventualidades como, por exemplo, perder o emprego”.
Para escolher o melhor serviço relacionado ao orçamento familiar, é indispensável a famosa pesquisa de preços, neste caso, pesquisa de taxas. “Três itens importantes devem ser analisados: a taxa de juros, o valor das parcelas e tempo de amortização. Alguns bancos oferecem parcelas fixas com variações de juros e/ou amortização, outros oferecem parcelas variadas, geralmente no início mais altas, diminuindo no final”, a escolha vai depender do planejamento de quem vai contratar o serviço.
Aluguel X Financiamento
O economista afirma ainda que as pessoas não devem ter dúvidas entre sair do aluguel para assumir um financiamento, já que, de toda forma, pagar o financiamento de um imóvel sempre será mais vantajoso, tendo em vista que ao final o imóvel será seu.
Caso as prestações forem menor do que o aluguel “não há nem o que se pensar”. Se a situação for contrária ele contrapõe que, mesmo que a prestação ultrapasse um pouco, no fim você estará pagando um imóvel que será seu e que provavelmente será valorizado. “Mas é importante comparar as taxas de juros e não comprometer a renda acima do aceitável”, alerta.
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